
A partir de agora vou apanhar ideias e coleccioná-las. Tantas as que passam zombando em frente aos meus olhos preguiçosos de tecnológica letargia, saltando de um cérebro febril, frenético e doente , ansioso de um mistério maior que eu e mais. Vou agarrá-las e deixá-las estender a superfície e o profundo num papel insignificante, dissecá-las vivas fazendo-as gritar as suas entranhas mais escondidas, amadurecê-las ao sol, e no fim espeto-as com um alfinete para exposição própria do próprio, num narcisismo curioso próprio de quem se quer conhecer. Talvez aí comece o sentido e seja atingida uma espécie de verdade necessária à manutenção da sanidade, partindo do pressuposto que alguma vez houve alguma. Vou fazer um quadro, a análise de um psicopata, sociopata, demente de depressiva melancolia e ferveroso de significado sujeito. Assim explicarei a minha loucura, um campo de alfinetes escorrendo um "eu" oculto.

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