
"És só cérebro".
E que és tu senão isso? Pedaço de carne móvel e quente. Não tenho culpa se a minha racionalidade abafa o teu emocionismo e te minora aos teus olhos. És tu, não eu. Do teu mundo tentas ver-me como algo que não sou. Tenho o meu mundo também, as minha raizes morais que não vou cortar por um sorriso teu. Aceita. Tenta perceber que farias o mesmo no meu lugar, acho... Se não farias és mais fraco do que te julguei.
Não me ofendes como querias, eu gosto de ser racional. Permite-me assentar os pés em terra firme por cada passo que dou. Poderá ser mais dificil agarrar um sentimento, mas quando agarro é pleno. Não foi o sentimento que tu querias, e isso magoa-te, mas é pleno. Perdes tudo por não querer o que te dou, perdes por me quereres em partes. Não sou uma parte, sou um todo, e tudo e mais que não compreendo. Como queres compreender tu?
Não sou um sorriso de lábios vermelhos, sou uma unha que deixa traços de sangue na tua pele primeiro para que sintas frescura depois. Se não aguentas a ferida afasta-te. Não me vais conseguir mudar. Eu mudei-me por ti e não de acordo com os teus planos, e mudei-te também, desculpa. Sincera a ti apenas, amigo, mais do que a mim. Não podes esperar que uma lagarta vire coisa outra. E porém... (mas as cores não serão as que pintaste)